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Prof. Irene Carmo Pimenta é Psicoterapeuta Transpessoal, Pesquisadora
e Palestrante na área de psicologia e espiritualidade. Saiba
mais... |
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AUTOCONHECIMENTO
E TRANSFORMAÇÃO INTERIOR: A
Verdadeira Alquimia
A
ILUSÃO DA SEPARAÇÃO E O SOFRIMENTO DA ALMA
SOBRE
MAGIA ESPIRITUALIDADE E COSMOETICA
O
CAMINHO PARA A PAZ!
A
CRIANÇA INTERIOR
A
TERRA ESTÁ DOENTE. O que eu tenho a ver com isso?
O ANIQUILAMENTO DO FEMININO PELA
MIDIA
A
TERCEIRA INTELIGÊNCIA
SER
TERAPEUTA
A
BUSCA PELO CONHECIMENTO E A EVOLUÇÃO ESPIRITUAL
CONTADORES
DE HISTÓRIA
PORQUE
É TÃO DIFÍCIL LIBERTAR-SE DO PASSADO
A
PAIXÃO DE CRISTO
SOBRE
PLANTAS E AFETOS...Um conto sobre amor e cuidado
A
ESCRITA DE DEUS
FLORICULTURA
FEITO
UM GIRASSOL
PRECE
A GRANDE MÃE
UM
DIA ALGUÉM ME OLHOU NOS OLHOS...
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“Do
longo sono secreto
Na entranha escura da terra,
O carbono acorda diamante.”
Helena Kolody* in Viagem no Espelho
A
arte dos antigos alquimistas exercida dentro dos seus laboratórios
consistia em acelerar processos que, se deixados ao sabor da natureza,
talvez demorassem incontáveis anos, séculos, milênios.
Falar de alquimia é falar da possibilidade de transformações.
A passagem de um estado para outro: a transmutação do denso
em sutil. Segundo Jung o “copus subtile”,
o corpo transfigurado da ressurreição, isto é, um
corpo que fosse simultaneamente espírito. (Jung in Psicologia
e Alquimia)
Quando iniciamos a viagem interior rumo ao autoconhecimento, pressupomos
mudanças, transformações. Essa viagem, ao mesmo tempo
maravilhosa e assustadora, pelos nossos universos interiores tem uma grande
semelhança com o processo alquímico. Vivenciamos de forma
simbólica os mesmos processos citados nos textos dos antigos alquimistas,
revendo através deles nossas costumeiras formas de ser e suas conseqüências.
Ainda citando Jung:
“...
Tal como demonstram os textos, esses alquimistas tinham a consciência
do efeito psíquico, a ponto de condenarem os ingênuos fazedores
de ouro como mentirosos, trapaceiros ou extraviados. Proclamavam seu ponto
de vista através de frases como esta: "aurum nostrum non est
aurum vulgi" (nosso ouro não é o ouro vulgar). Seu
trabalho com a matéria constituía um sério esforço
de penetrar na natureza das transformações químicas.
No entanto, ao mesmo tempo era - e às vezes de modo predominante
- a reprodução de um processo psíquico paralelo;
este podia ser mais facilmente projetado na química desconhecida
da matéria, uma vez que ele constituía um fenômeno
inconsciente da natureza, tal como a transformação misteriosa
da matéria. A problemática acima referida do processo do
desenvolvimento da personalidade, isto é, do processo de individuação,
é expressa no simbolismo alquímico.”
A
alquimia era também chamada de “arte espagírica”.
Segundo Jung: “...a palavra ‘espagírica’
é formada pela união de dois radicais gregos: pao=separar, e ageiro=reunir; significa pois, “que separa e
reúne”. (Jung in Mysterium Coniunctionis - Prefácio).
É
nesse processo “solve et coagula” que separamos através da auto-observação os diferentes
“eu´s” que compõem a nossa psique para integrá-los
novamente de forma mais coerente e harmoniosa..
Cada encarnação, cada experiência vivida na carne
é em si mesma um laboratório alquímico para o nosso
espírito, lembrando que a palavra “laboratório” (labor + oratório) significa trabalho e oração.
Aqui não cabe preguiça. Não basta, portanto apenas
“orar” – acreditando que Deus ou os nossos amparadores
espirituais irão fazer o trabalho que cabe a nós realizar.
Que a nossa fé, expressa em nossas preces seja então transformada
em um sincero pedido de iluminação e amparo ao nosso “labor”.
Principalmente quando temos que vivenciar a nigredo:
a noite escura da alma.
Pois, que de toda a escuridão há de brotar a luz é
no confronto com a nossa própria sombra que iremos reencontrar
a luz de nossa própria alma. Não há como compreender
Deus sem buscarmos compreender a nós mesmos. É somente através
da nossa alma que nos relacionamos com Deus.
“
....ela (a alma) possui a dignidade de um ser que tem o dom da relação
consciente com a divindade. Mesmo que se tratasse apenas da relação
de uma gota de água com o mar, este último deixaria de existir
sem a pluralidade das gotas” . (Jung in Psicologia e Alquimia)
Buscamos
então ferramentas que nos auxilie no processo de autoconhecimento,
que nos ajude a enfrentar as demandas da vida, de nosso ser, de nossos
relacionamentos sem temor ou preconceitos. Seja através da psicoterapia,
seja refletindo sobre temas espirituais sadios, o importante é
não ter medo de iniciar a jornada. Como dizia Fernando
Pessoa:
“Hoje
que a tarde é calma e o céu tranqüilo
E a noite chega sem que eu saiba bem
Quero considerar-me
E ver aquilo que sou
E o que sou
O que é que tem.”
O
trabalho interior consciente, a busca pelo “o que sou e o que sou
o que é que tem” trará como conseqüência
o amadurecimento do nosso espírito, amadurecimento esse que irá
refletir-se em nossos vínculos afetivos. Essa é a verdadeira
alquimia.
PAZ
E LUZ NOS CAMINHOS DE TODOS!
Irene
Carmo Pimenta
Maio
2009
Notas: Helena Kolody (1912-2004) – Poetisa brasileira de origem ucraniana. Deixou uma extensa obra
(pouco divulgada) de grande e rara beleza de onde se destaca o livro “Viagem
no Espelho” – uma coletânea de vários
livros seus.

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Todas
as almas fazem parte da alma maior. A Anima Mundi,
a alma do mundo ou a super alma, como é chamada em algumas escolas
iniciáticas.
A origem de todos os reinos manifestados na matéria é uma
só. A mesma energia que cria e sustenta os sóis e as galáxias,
cria o pequeno cristal que rebrilha na natureza, a humilde erva que brota
espontaneamente nos campos, as flores que nos brindam com perfumes e cores
– e seus sutis poderes curativos.
A mesma energia que anima o frágil pardal que voa em meio ao caos
urbano, também se manifesta no valente leão, que corre garbosamente
livre nas savanas africanas.
E a mesma força vital que faz pulsar o coração do
homem branco, faz pulsar o coração do negro, do oriental,
do nativo pele-vermelha, do cristão, do judeu e do mulçumano...
É a mesma força que vivifica todos os seres, de todos os
reinos, de todas as espécies, de todas as raças...
O Povo Lakota – uma nação
pele vermelha da América do Norte – costuma se cumprimentar
com a expressão “MITAKUYA OYASIN!"
Esta saudação significa algo assim como: “Somos todos
relacionados” ou “Somos todos parentes”.
A sabedoria ancestral desse povo nativo deu a eles a consciência
de que realmente somos todos um. Que cada ser que existe sobre a terra
“é parente”. Cada ser que existe sobre a Terra, é
um fio sutil, entrelaçado com outros fios, formando A Grande Teia
da Vida.
Cada ser é uma nota importante ressoando na Grande Sinfonia do
Cosmos. Negar esta verdade é a causa primeira, aquela que permanece
no âmago de toda a dor e de todo sofrimento. Das guerras coletivas
que eclodem por todo o planeta as guerras individuais que dilaceram as
almas.
Quando compreendemos que por trás de toda a aparente diversidade
existe um principio único e fundamental, o TODO QUE
ESTÁ EM TUDO, a nossa percepção se
amplia, e passamos então a nos identificar com esse principio único.
Então toda a ilusão de separação se desfaz!
O sofrimento cessa!
O
AMOR QUE CURA....
Em sua jornada aqui na Terra, a alma enfrenta muitos percalços
e desafios. E mesmo aqueles que já vem desenvolvendo outros parâmetros
de consciência – através da busca espiritual –
e que sabem que tais percalços fazem parte da senda evolutiva,
acabam muitas vezes caindo nos pântanos sombrios do sofrimento,
da dor e da depressão.
Nesses momentos difíceis, vivenciados como a “noite escura
da alma”, acabamos permitindo que as sensações reativas
nos afastem da nossa Luz Interior.
Nos sentimos apartados do mundo, envoltos em sentimentos dolorosos de
abandono e solidão – sem perceber (e muitas vezes sem acreditar)
que presenças extrafísicas nos sustentam com suas vibrações
silenciosas de amor incondicional.
E é essa sensação de estar “afastado da fonte”
– uma das causas principais das doenças emocionais que assolam
a humanidade nos dias de hoje.
Dores de alma que acabam refletindo no corpo físico, trazendo o
sofrimento para o nível celular – comprometendo o sistema
imunológico – e tornando o organismo suscetível a
todo tipo de doenças.
Todos esses sintomas sejam físicos ou emocionais, soam como um
alerta, nos avisando que a conexão da nossa alma com a sua “origem”
de alguma forma foi interrompida, bloqueando o fluxo do amor.
A ligação da nossa alma com a alma do mundo acontece no
nível do coração – no Chacra
Cardíaco (Anahata, em sânscrito
“O inviolado”).
O Chacra Cardíaco – está localizado no peito, próximo
ao nosso coração físico. Está relacionado
com a glândula Timo – que segundo a própria ciência
médica reconhece, desempenha um importante papel na regulação
da resposta imunológica do organismo.
À medida que a nossa capacidade de amar incondicionalmente, a nós
mesmos e aos outros, se desenvolve, mais esse centro energético
se expande.
“O
desenvolvimento dos sentimentos de compaixão e empatia pelos outros
é um dos primeiros passos no caminho que conduz à abertura
do chacra cardíaco e ao desenvolvimento de uma forma mais elevada
de consciência” (Dr. Richard Gerber in Medicina Vibracional
– Ed. Cultrix)
Quando
abrimos o nosso coração – pulsando luz através
desse chacra, o amor que nós já somos em essência,
passa a se irradiar com mais força em direção a todos
os planos da criação, e pelo principio da ressonância,
a luz do GRANDE AMOR QUE AMA SEM NOME passa a vibrar em cada célula
do nosso corpo – nos envolvendo em ondas curativas, suaves e luminosas.
É
ESSE O AMOR QUE CURA E QUE TRAZ FIM AO SOFRIMENTO!

Veja
também "Um exercicio de Amor" - uma pratica para o desbloqueio do chacra cardíaco.
NOTAS
CHACRA – do sânscrito
“roda”. O corpo humano contém em si milhares de “pontos
de energia”. Existe, contudo, sete centros maiores, onde a energia
se concentra, chamados de chacras. São na realidade “vórtices
de energia”, Cada um deles tem relação com glândulas
ou pontos vitais do corpo físico.
CHACRA
CARDÍACO
É o chacra que se localiza no Plexo Cardíaco. A glândula
correspondente é o Timo. Rege o nosso sistema imunológico,
a respiração e a circulação (sistema cardio-respiratório).
É o chacra do amor. O Taoísmo Chinês explica que é
no chacra cardíaco que reside o ponto de doação da
nossa energia ao mundo. A energia sobe do 1º ao 7º Chacra e
desce de volta para o 4º, onde se doa para o mundo e volta para si
mesmo. Leia mais sobre Chacras...


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Estava
preparando o material para uma vivência com pedras e cristais – “O caminho mágico das Pedras” -
ouvindo o belo trabalho do Terry Oldfiels (EARTH SPIRIT), quando senti
uma súbita necessidade de escrever. Senti a presença de
uma consciência que se manifestava na minha tela mental como um
índio nativo americano. Esse amparador me acompanha nos trabalhos
de cura há quase uma década, mas há cerca de dois
anos ele deixou de se manifestar. Mesmo assim pude sentir a sua energia.
Fico muito comovida porque ele é, ao mesmo tempo, muito forte e
severo, mas muito amoroso. Sei que ele não é mais um “índio”,
mas se manifesta assim porque na última vez que andou por aqui
foi com esse corpo material. Ele me inspirou a escrever o texto abaixo:
"Por
muitas eras a magia foi utilizada de forma equivocada pelos seres humanos.
Magos de outrora manipularam os elementos, aprisionaram (e muitas vezes
“criaram”) elementais, com a única finalidade de obter
o poder, controlar outros seres humanos com fins meramente egoístas.
Muitos desses magos de outrora se encontram novamente presos à
carne. Novamente terão acesso aos conhecimentos. Relembrarão
o poder que detiveram há muitas eras atrás. Deverão
usá-lo para o bem. Para o mal não mais será permitido.
Tudo aquilo que for utilizado no sentido de prejudicar, manietar ou interferir
no livre arbítrio de outros será punido severamente pela
Lei de Causa e Efeito. Os Senhores Guardiões da Lei Maior e da
Justiça Divina farão com que a Lei se cumpra. Não
venho amedrontá-los, e sim alertá-los.
A
magia não poderá mais ser usada como instrumento de dominação,
por egoísmo, dor, medo, prazer ou controle. Em momentos de conflito,
quando a dor entra pela porta das suas vidas, dificilmente vocês
encontram a serenidade ou têm a compreensão para entender
a mensagem que ela lhes passa. Vocês se distanciaram tanto da sua
origem divina que o apego a coisas e pessoas muitas vezes turva o discernimento
de vocês. E resquícios de um passado longínquo podem
levá-los inadvertidamente a buscar na magia, a solução
de conflitos e dores, fazendo com que caiam novamente na sutil tentação
de tentar “modificar” pessoas e situações para
o seu próprio benefício.
Tais
procedimentos ferem profundamente a ética cósmica e criam
laços cármicos indesejáveis que muitas vezes se prolongam
por muitas vidas, trazendo dor e sofrimento para os envolvidos. A Terra
e seus filhos vivem hoje um momento de grande transformação.
Profundas mudanças ocorrem, tanto no corpo da Terra, como na vida
externa e interna de seus filhos. Terremotos emocionais sacodem as almas
dos filhos da Terra para que partes escuras e mal resolvidas sejam curadas,
iluminadas, transformadas.
Por
mais que os cientistas relutem em aceitar as dimensões espirituais,
não haverá cura e equilíbrio, tanto no nível
individual como planetário, sem a percepção clara
de que somos espíritos. É que a dimensão material
que ocupamos é uma casa-escola que nos acolhe como hóspedes
e estudantes. Não estamos aqui para “dominar” nenhum
outro reino; estamos aqui para aprender com eles, para evoluir, coexistindo
de forma pacífica com todos as formas e manifestações
de vida que aqui se encontram.
A
Natureza é um fenômeno de magia. Escutem a mensagem das pedras,
do vento, do fogo, da água, do ar. Ouçam o som do coração
da Terra. Aprendam observando as plantas, as flores, os animais. Como
disse certa vez um homem branco, um poeta que caminhou entre vocês:
“A Natureza é a ilustração do livro universal
dos encantamentos...” O AMOR É A GRANDE MAGIA! A verdadeira
magia é um instrumento de Amor. É linda e abençoada.
Quando vocês se harmonizarem com a Natureza e com suas forças
elementais, caminhando com ela, poderão, dentro das Leis Cósmicas,
“direcionar” essas energias, auxiliando a sua evolução
e a dos seus companheiros de caminhada. Essa é a linguagem de amor
que a magia expressa. Essa é a conduta dos Magos e Xamãs
que se encontram alinhados com a Luz Maior!
PAZ
E JUSTIÇA PARA TODOS OS POVOS DA TERRA!
Que as bênçãos do Grande Espírito se derramem
sobre todos!
Canalizado
por Irene Carmo Pimenta, em 27 de Março de 2006, as 15hs10min*.

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Remexendo em meus guardados me deparo com uma foto de Ghandi que tenho
desde a adolescência.
Olho para a foto e sinto a paz que emerge dos seus olhos serenos. Uma
figura franzina, suave, mas cuja força mudou a história
de um povo.
Gandhi não apoiava a sua mensagem pacifista apenas nas palavras.
Toda a sua vida foi baseada nos princípios da paz, da verdade e
da não violência. Foram esses valores que ele colocou a serviço
da construção de um mundo melhor, um mundo mais pacífico,
sem intolerância, ódio ou cobiça.
No momento em que a sociedade brasileira se prepara para votar sobre a
proibição do comercio de armas e munições,
não posso deixar de pensar que a mensagem pacifista de Ghandi,
é como uma seta luminosa indicando o caminho a seguir.
E embora eu como cidadã vá votar “sim”, votarei
com a consciência de que uma sociedade pacífica não
será construída apenas com repressão e proibições.
A sociedade está insegura e violenta, porque nós somos inseguros
e violentos. “Nós” somos a sociedade, e não
dá para por a culpa “no outro”. Não existe “nós”
e “eles”. Estamos todos no mesmo barco, e um barco não
afunda pela metade.
Uma mudança de perspectiva, de significados e de valores se faz
necessária para encontrarmos o caminho para paz. Uma mudança
que só poderá acontecer de dentro para fora – individualmente,
para depois expressar-se no coletivo.
Ghandi sorri para mim na foto desbotada. E eu percebo a sua presença
ali, suave como uma brisa, dizendo que precisamos primeiramente desarmar
os nossos espíritos e os nossos corações.
Valeu Ghandi!
Domingo,
16 de Outubro de 2005 - 19:15´hrs
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"Em
todo adulto espreita uma criança - uma criança eterna, algo
que está sempre vindo a ser, que nunca está completo, e
que solicita cuidado, atenção e educação incessantes.
Essa é a parte da personalidade humana que quer desenvolver-se
e tornar-se completa". (JUNG)
A
Criança Interior, em termos psicológicos é um SIMBOLO - ou seja, um meio para entender um fato psíquico,
um fato que ocorre dentro de nossa alma. Um símbolo que constela
as nossas memórias da infância sejam elas boas ou más.
Todos fomos crianças um dia. A infância de cada um é
uma história única, recheada de sonhos, emoções,
traumas, frustrações. Grande parte, se não a totalidade
desse material psíquico, jaz adormecido em alguma parte secreta
do nosso ser.
A criança que fomos um dia ainda sobrevive dentro de nós,
precisando de atenção e cuidados. Ela vive como parte da
nossa alma, atuando muitas vezes como uma sub-personalidade. Influenciando
a nossa vida adulta de forma positiva ou negativa.
Na jornada da nossa alma, em busca do autoconhecimento que é a
nossa cura real, precisamos encontrar essa criança e acolhê-la
em seu aspecto dual (luz e sombra).
“Vinde a mim as criancinhas” dizia o doce Rabi...” . "Se não te tornares como uma criança, não
herdareis o Reino dos Céus”.
A busca pela nossa totalidade (Self), “o reino de Deus
em nós” – passa necessariamente pela
integração de todas as “partes” que nos habitam.
Resgatar a criança interior é parte desse processo.
Contudo, não podemos deixar de lembrar que a infância tem
duas dimensões: a ignorância e a inocência. Precisamos
compreender a diferença entre SER como uma criança e TER
atitudes infantis.
SER COMO UMA CRIANÇA nos transporta novamente ao estado de pureza
e inocência. Nos faz olhar a vida e as experiências que ela
traz com os olhos do encantamento, do descobrir e do redescobrir a grande
magia que é “brincar de viver”, tão bem expressos
pelos versos de Fernando Pessoa:
“O meu olhar é nítido como um girassol,
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto.
E eu sei dar por isso muito bem..
Sei ter o pasmo comigo
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo...
Mas
a criança interior tem o seu lado sombrio. Quando uma pessoa diz
à outra: “Não seja infantil!” – está
se referindo a um comportamento que não tem a ver com a inocência
da infância, e sim com padrões de comportamento norteados
pelo aspecto “ferido” da nossa criança interior.
O aspecto que ignora (desconhece) a realidade, e que vê o mundo
ainda, pelos olhos “daquela criança” que o adulto foi
um dia. Que adoeceu emocionalmente pela falta de amor ou de limites. Pela
falta de espaço para demonstrar seus sentimentos reais (tristeza,
raiva, frustração), pela necessidade de aprovação,
culpa, vergonha, críticas, cobranças e comparações
humilhantes...
A criança que fomos um dia, internaliza tudo isso, registrando
como rejeição e abandono... Os aspectos inocentes, lúdicos,
criativos, espontâneos desaparecem nas sombras do inconsciente...
E vamos perdendo o contato com esses aspectos à medida que vamos
“adultescendo”.
E o “lado criança” que acaba por prevalecer no adulto
é o lado sombrio e frustrado, responsável por tantas dores
emocionais que se carrega pela vida à fora...
É o lado sombrio da criança interna que nos leva agir de
maneira infantil. Que nos torna magoados, inseguros ou descontrolados
diante de situações que nos causam sofrimento psíquico.
Que chora desconsoladamente quando nos sentimos abandonados, sozinhos,
angustiados, precisando de “pai” e “mãe”
que dê colo.
Trabalhar o lado sombrio da criança é parte importante do
nosso processo de amadurecimento. Do contrário continuaremos a
nos relacionar conosco e com o mundo de maneira infantil, buscando formas
inadequadas de preenchimento emocional, gerando muitas vezes relacionamentos
disfuncionais, neuróticos, baseados mais na dependência do
que na troca.
O resultado acaba sendo mais mágoas, mais frustrações,
mais sentimentos de inadequação...
Somente entrando em contato com essa criança interna ferida é
que poderemos curá-la. Precisamos acolhê-la, ouvir o que
ela tem a nós dizer,
dar a ela o colo, o apoio e a compreensão necessária. Nós
mesmos precisaremos ser os “pais” e “mães”
amorosos dessa criança.
Não podemos seguir pela vida culpando os nossos pais. Com certeza
eles fizeram o que puderam fazer. Ofereceram emocionalmente aquilo que
tinham condições de oferecer. O fato de um ser humano se
tornar pai ou mãe, não dá a ele superpoderes. Eles
são apenas adultos que tiveram filhos, e com certeza também
traziam uma criança ferida dentro de si.
Compreender isso. Resgatar a história da nossa infância,
fazendo uma releitura das experiências vivenciadas, não apenas
com o olhar infantil da criança magoada, mas e principalmente,
com o olhar de gratidão pelas oportunidades de evolução
que a nossa alma teve. Este pode ser o inicio da nossa cura emocional.
Por que como disse Jean Paul Sartre:
"Não importa o que nos fizeram, o que importa é aquilo
que fazemos com o que fizeram de nós"
E é através da cura dessa parte doente da nossa alma que
a verdadeira criança poderá emergir.
A Criança Sagrada! Que voltará para assumir o seu lugar
no santuário de nossa alma. Transbordante de criatividade, amor
e inocência.
E integrados a ela poderemos então celebrar a vida...Repletos de
gratidão, de PAZ e de LUZ!
Namastê!
(A Criança Divina que habita o meu coração saúda
a Criança Divina que habita o seu coração)
Irene Carmo Pimenta

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"A Terra tem o suficiente para a necessidade de todos,
mas não para a ganância de uns poucos" - Mahatma Ghandi
Dentre
as inúmeras espécies que povoam a Terra, os seres humanos
são, sem sombra de dúvida, uma espécie biológica
bem sucedida. Desde a sua origem evoluiu e colonizou todas as regiões
do planeta Terra. Formou estruturas sociais complexas, descobriu novas
tecnologias, e em sua tendência expansionista – através
da corrida espacial - pensa em colonizar outros planetas.
No entanto, a trajetória evolutiva do homem sobre o Planeta Terra
tem sido altamente predatória. A utilização dos recursos
naturais do planeta tem sido maior do que a sua capacidade regenerativa.
E em nome do progresso, ecossistemas inteiros foram e continuam sendo
destruídos, colocando em risco a sobrevivência de muitas
espécies e do próprio homem.
Por conta disso a crise ambiental está aí. Bem na nossa
frente. Fazendo com que temas como ecossistemas, aquecimento global, reciclagem,
sustentabilidade, passem a fazer parte das conversas cotidianas. Diferentemente
do que acontecia há algumas décadas atrás, quando
discussões sobre meio ambiente era conversa de alguns “hippies
malucos” – ligados a contracultura, de subversivos, enfim...
Conversa de gente “pouco séria”, pessoas que eram “contra
o desenvolvimento econômico”.
Alguns dos leitores devem lembrar do presidente Bush-pai (não que
Bush-filho seja diferente) fazendo discursos irados contra os ambientalistas.
Sem falar no Brasil dos anos setenta, onde poluição
era sinônimo de progresso, e quem contra ela fosse, contra o regime
seria. Muitos ambientalistas foram tratados como “terroristas”!
Mas o tempo deu razão a quem tinha. O aquecimento global está
ai. A Terra está doente. Febril.
E o que antes era assunto pontual de alguns segmentos da sociedade, hoje,
pela urgência do tema, tornou-se uma discussão mais ampla.
E no âmago de cada questionamento, está a pergunta que não
quer calar:
A crise ambiental é um reflexo do desequilíbrio interior
do ser humano?
CRISE
ECOLOGICA E RESPONSABILIDADE PESSOAL

“A
crise ecológica – isto é, o principal problema de
Gaia – não é a poluição, o lixo tóxico,
a destruição da camada de ozônio ou qualquer coisa
semelhante. O principal problema de Gaia é que não há
um número bastante grande de seres humanos que tenha se desenvolvido
até os níveis de consciência pós-convencional,
mundicêntrico e global o que faria com que eles se voltassem naturalmente
para a conservação deste planeta.” Ken Wilber in Psicologia
Integral
Analisando
a frase de Ken Wilber, não podemos deixar de considerar o fato
que uma urgente reavaliação do nosso sistema de crenças
se faz necessário. A relação do homem com a Terra
é baseada em estágios primitivos do nosso desenvolvimento.
A necessidade de sobrevivência das sociedades primitivas talvez
esteja ainda muito presente nas sombras do inconsciente coletivo. Crenças
primitivas sobre competição e sobrevivência –
mesmo maquiadas e vendidas como “modernas” pela literatura
política e econômica – alimentam um ciclo de opressão,
pobreza, guerras e depredação ambiental.
Na base da crise ecológica está uma crise de valores e de
significados. Mas o ponto de mutação entre uma visão
individualista e uma visão sistêmica é a mudança
de estágio conscencial do homem. A nossa sobrevivência como
espécie depende disso.
Talvez seja esse o maior desafio da nossa geração. Migrar
do modelo “nós e eles” (que na maioria das vezes quer
dizer “nós contra eles”), para um modelo mais inclusivo,
que aceite e respeite a diversidade. Um “nós” que realmente
inclua “todos nós”. Porque na verdade estamos todos
no mesmo barco, e nenhum barco afunda pela metade.
Ainda
citando Ken Wilber:
“Se
analisarmos o desenvolvimento moral, por exemplo, constatamos que o bebê,
ao nascer, ainda não se socializou com a ética e as convenções
culturais; isso se chama estágio pré-convencional, ou egocêntrico,
porque a percepção do bebê é amplamente auto-absorvida.
Mas a medida que ele começa a aprender as regras e normas da nossa
cultura, passa ao estágio convencional de padrões, também
conhecido como etnocêntrico, porque está centrado no grupo,
tribo, clã ou nação específicos da criança,
e portanto costuma excluir aqueles que não pertencem ao grupo.
Contudo, na próxima etapa importante do desenvolvimento moral,
a etapa pós-convencional, a identidade do individuo se expande
novamente, dessa vez para incluir o cuidado e a preocupação
com todas as pessoas, seja qual for a raça, a cor, o sexo ou o
credo e, por isso, essa etapa também recebe o nome de globocêntrica.
Assim, o desenvolvimento moral costuma passar do “eu” (egocêntrico)
ao “nós” (etnocêntrico) até “todos
nós” (globocêntrico) – um bom exemplo do desenvolvimento
dos estágios de consciência". KEN WILBER in Espiritualidade
Integral – Editora Aleph
SUSTENTABILIDADE
EMOCIONAL

Em
relação à crise ambiental, a realidade na qual estamos
mergulhados não foi criada por nenhuma divindade, não faz
parte de nenhuma “profecia apocalíptica” como querem
crer ingenuamente alguns. Ela é o resultado das nossas escolhas
individuais, baseadas em um sistema de crenças e de valores que
não se sustenta mais.
A cultura ocidental na qual estamos imersos, é uma cultura narcísica
que tem dificuldades em perceber o “outro”. Principalmente
pelo fato de que “perceber o outro” suscita em RESPONSABILIDADE.
E responsabilidade ou “a capacidade de dar resposta” está
intrinsecamente ligada ao “RESPEITO” (do latim respicere -
que significa olhar para).
Falta responsabilidade nas nossas relações com o meio ambiente
e com os nossos semelhantes. E onde falta responsabilidade, falta ética.
Quando se fala da necessidade de um modelo econômico sustentável,
não se pode deixar de salientar que a relação destrutiva
do homem com a natureza é um reflexo da relação do
homem consigo mesmo e com seus semelhantes.
Para que ocorra uma mudança coletiva consistente faz-se necessária
uma verdadeira revolução interior dentro de cada um de nós.
É ilusório crer que esse processo vá acontecer apenas
baseado em diretrizes externas (governos, ong´s ou o vizinho do
lado) ou através de uma militância ambientalista romântica,
que desconsidera a cruel realidade social dos paises pobres.
A construção de um modelo sócio-econômico sustentável,
passa pela “ecologia interior”. Pela construção
de valores internos sustentáveis.
Como dizia Confúcio há milênios atrás:
“Para mudar o mundo, muda primeiro a ti mesmo”.
E para mudar é necessário conhecer. O famoso “Conhece-te
a ti mesmo!” Melhor seria afirmar: “Conhece-te
a ti mesmo para curar a Mãe Terra, que padece pelos desmandos interiores
dos seus filhos!”
A busca pelo autoconhecimento, um mergulho na profundidade de quem somos,
pode trazer a tona a percepção de que o caminho para a nossa
felicidade não passa necessariamente pelo cartão de credito,
como o Deus Mercado quer nos fazer acreditar.
No processo de autoconhecimento podemos ser surpreendidos pela aquisição
de uma nova consciência, ao redescobrir valores que transcendem
a esse materialismo imediatista e consumista que na verdade “nos
consome”.
Como bem colocou Hazel Henderson – uma economista moderna com idéias
revolucionárias (nada agradáveis ao mercado, é claro!):
“É
a consciência de que muitas das coisas boas, que tornam as pessoas
felizes e melhores, não são bens que possam ser comprados
e vendidos: são valores, atitudes, sensibilidades e emoções
que não têm preço, mas que valem muito. E são
“coisas” que não acabam conforme as “consumimos”:
pelo contrário, surgem e se multiplicam na medida em que as percebemos
e praticamos".
Gaia,
o nosso planeta Terra, acolhe, nutre e sustenta múltiplas espécies.
Nós seres humanos somos uma delas.
Em um dos seus textos Leonardo Boff nos relembra que a palavra “humano”
tem a origem filológica na palavra “húmus” –
que significa terra boa e fértil.
Sejamos então cada um de nós, a terra boa e fértil
onde a semente de uma nova consciência planetária possa germinar
e frutificar.
*Este
texto é o resumo da palestra proferida pela Prof. Irene Carmo Pimenta
no II Encontro de Psicologia Transpessoal na cidade de Campinas - São
Paulo, em Outubro de 2007.
**Dedico
esse texto a todos aqueles que mesmo anonimamente, trabalham pela construção
de uma nova consciência planetária. Que ética, responsabilidade,
justiça social, amor, paz e fraternidade não sejam apenas
sonhos utópicos de alguns, mas a realidade de muitos, quiçá
de todos.

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Apesar
do grande avanço na luta travada pelas mulheres do mundo para conquistar
espaços e oportunidades, há muito a ser feito para que se
reverta toda uma história de opressão e desigualdade, construída
através de séculos de desrespeito aos valores ligados ao
feminino.
Em relação à violação dos direitos
humanos, a violência contra a mulher é um ponto sensível
que precisa ser tocado para que possa sanado nas diversas esferas em que
ocorre. Seja no nível coletivo ou domestico, a violência
e o desrespeito aos direitos da mulher é um fato.
Entretanto, uma outra forma de violência contra a mulher acontece
diariamente diante dos nossos olhos. Uma violência psicológica
que tem sido perpetrada pelo Grande Deus Mercado, devidamente assessorado
pela mídia.
A moderna cultura ocidental é dominada por uma filosofia narcisista,
que “coisifica” o ser humano. Conseqüentemente pensamentos
e comportamentos são influenciados por essa filosofia, gerando
uma sociedade imagética que privilegia a imagem em detrimento de
outros conteúdos.
Em relação à mulher, a imagem veiculada pela mídia
é escancaradamente “coisificada”. Os valores ligados
ao feminino são subvertidos e apresentados de maneira preconceituosa
e distorcida, reforçando o conceito (ou preconceito) de que o valor
da mulher está ligado a sua imagem e nunca a sua inteligência
ou capacidade profissional. Reduzida a peitos, bocas e bundas, a mulher
é retratada apenas como um corpo que vende qualquer produto e não
um sujeito real de carne e osso.
Mas o absurdo não para por aí. Colocada a serviço
de um mercado que visa apenas o lucro, a mídia publicitária
impõe um padrão de beleza que é inalcançável
para a maioria das mulheres. Um modelo de beleza pasteurizado - a mulher
branca, magra, de cabelos lisos e loiros.
Na tentativa de se adequarem a esse padrão, as mulheres, principalmente
adolescentes, passam a subverter a própria aparência e a
camuflar a sua identidade étnica. Muitas destas jovens acabam ficando
tão obcecadas em atingir esse padrão de beleza que acabam
negligenciando outros aspectos do seu desenvolvimento, desconsiderando
inclusive suas capacidades intelectuais.
Drogas anorexisticas, regimes e dietas malucas, cirurgias estéticas,
lipoaspiração, liposescultura e muito implante de silicone.
Vale tudo para ficar parecida com a “top-model” famosa, a
atriz da novela das oito ou com a BBB da última estação.
A pressão sofrida para atingir esse ideal estético gera
uma relação de conflito com o próprio corpo. Acabam
surgindo em decorrência, patologias físicas na forma de distúrbios
alimentares (anorexia, bulimia) e transtornos psicológicos (depressão,
ansiedade, fobias). A frustração e o sentimento de inadequação
acabam por dificultar as relações afetivas e sociais.
Mas a parte mais perversa desse fato é que a mesma frustração
gerada e alimentada pela mídia torna a mulher uma presa fácil
de todo tipo de anuncio publicitário. De cosméticos a aparelhos
de ginástica, passando por dietas e formulas emagrecedoras que
prometem “milagres”, a baixa estima e a frustração
feminina com sua própria imagem GERA LUCRO E MUITO LUCRO!
Para confirmar isso é só dar uma olhada na programação
da televisão aberta. Salvo raríssimas exceções,
o que se vê é pouca ou nenhuma informação que
possa ser considerada útil. Muita fofoca televisiva, muita futilidade,
musica de péssima qualidade, receitas engordativas e muito, mais
muito merchandising. Questões mais profundas não fazem parte
da pauta dos programas destinados às mulheres.
Na mídia impressa a coisa não é diferente. As revistas
femininas, que mais se assemelham a catálogos publicitários,
reforçam nas entrelinhas de suas paginas a imagem de uma mulher
narcisista que precisa preencher o vazio da sua existência com fofocas
sobre gente famosa. Contraditórias em seus conteúdos trazem
na mesma edição matérias que ensinam a cozinhar “pratos
maravilhosos” para conquistar o seu homem pelo estomago e dietas
milagrosas que vão deixá-la magra (na verdade quase bulimica)
para poder caber nas roupas que os estilistas famosos criaram para modelos
de passarela e não para mulheres reais.
Para fazer frente a essa realidade somente com muita lucidez e discernimento.
Não consumir produtos que utilizem a imagem da mulher de forma
pejorativa pode ser um caminho. Uma forma de obrigar o mercado a rever
as suas estratégias publicitárias. Educar nossas crianças
com bases que contemplem mais os valores humanos e menos o consumo também
é uma atitude que se faz urgente.
Mas do que homens ou mulheres somos seres humanos. E seres humanos não
são coisas e nem “mercadoria” a ser consumida. Um masculino
saudável e equilibrado só irá se reconhecer através
de um feminino saudável e equilibrado e vice versa. Esse equilíbrio
não pode ser alcançado em uma sociedade “corpocentrica”
- que não incentiva o desenvolvimento integral do ser humano.
Paz
e Luz nos caminhos de todos! (e muita consciência!)

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O
conceito de inteligência tem evoluído de forma acelerada. No início do século passado começou a ser difundida
a idéia de um Quociente de Inteligência ou QI,
que é uma espécie de organização neural que
permite ao homem pensar de forma lógica e racional. A expressão
se popularizou quando foram desenvolvidos testes psicológicos chamados
“testes de inteligência” para adultos. O primeiro a
desenvolver esse tipo de teste foi o psicólogo francês Alfred
Binet (1905). Esses testes eram utilizados, principalmente, em processos
de seleção de candidatos a empregos.
Posteriormente foram surgindo outras linhas de pesquisas contestando os
testes de inteligência. Elas se baseavam na premissa de que os testes
de QI mediam apenas as qualidades lógicas e lingüísticas,
desconsiderando outras aptidões humanas. No âmbito profissional
constatou-se de maneira prática que nem sempre os “mais bem
dotados” intelectualmente eram os mais competentes para exercer
determinadas funções. Na década de 80, o psicólogo
e pesquisador norte-americano Howard Gardner propôs uma visão
pluralista da mente, ampliando o conceito de inteligência única
para o conceito de inteligências múltiplas. Uma inteligência
dividida em diferentes competências que interagem.
Em 1995, a partir do trabalho do psicólogo Daniel Goleman, surgiu o conceito de Inteligência Emocional ou Quociente
Emocional(QE). Segundo Goleman "...é
o Quociente Emocional que capacita o ser humano a reconhecer os seus sentimentos,
a lidar com suas emoções, adequando-as às situações
e colocando-as a serviço de um objetivo. Reconhecendo as próprias
emoções o ser humano passa, conseqüentemente, a reconhecer
as emoções do outro, criando inter-relações
mais saudáveis. Sem desenvolver o QE não há como
exercer o QI.
“A inteligência emocional é simplesmente o uso inteligente
das emoções, isto é, fazer intencionalmente com que
suas emoções trabalhem a seu favor, usando-as como uma ajuda
para ditar seu comportamento e seu raciocínio de maneira a aperfeiçoar
seus resultados”.
GOLEMAN, Daniel, "Emotional Intelligence", Nova Iorque,
Bantan Books, 1995
Como resultado de bilhões de anos de evolução, nossas
emoções são potencialmente um sofisticado sistema
interno de orientação, uma fonte valiosa de informações
que nos ajudam na tomada de decisões. Um Quociente Emocional desenvolvido
é de suma importância para o bom êxito profissional.
O QE nos dá capacidade de adaptação, e é através
dele que o Quociente Intelectual se expressa. O conceito de Inteligência
Emocional revolucionou a forma de percepção da capacidade
das pessoas para o trabalho.
Em meados do ano 2000, a física e filósofa norte-americana
Danah Zohar, em parceria com o psiquiatra Ian Marshal, publicou
o livro “QS – Inteligência Espiritual”. O livro fez emergir um novo conceito de inteligência: o “spiritual
quocient” ou Quociente Espiritual (QS). Segundo os autores, o QS
é a base necessária para que as outras Inteligências
(QI e QE) operem de modo eficiente. A Inteligência Espiritual tem
um poder de transformação que a diferencia das outras Inteligências,
indo além da capacidade intelectual e emocional do indivíduo.
“É uma terceira inteligência que coloca
nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e
valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica
ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia
de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal.
O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma
inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos
e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à
necessidade humana de ter propósito na vida. Usamos o QS para desenvolver
valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.”
Dra. Danah Zohar, em entrevista à jornalista Susana Naiditch, Revista
Exame, 2001
O trabalho da Dra. Zohar tem sustentação em pesquisas científicas,
feitas ao longo da última década, nas áreas de neurologia,
neuropsicologia e neurolingüística. Nos anos 90, o
neuropsicólogo Michael Persinger e o neurologista Vilanu Ramachandran,
identificaram no cérebro humano (entre conexões neurais
nos lobos temporais) um ponto que aciona a necessidade humana na busca
do “sentido da vida”. O ponto foi denominado “O
Ponto de Deus”. Através de escaneamentos feitos
com topografia de emissão de pósitrons (antipartículas
do elétron), os cientistas mostraram que a área se iluminava
toda vez que os pacientes discutiam temas espirituais. Segundo
a Dra. Zohar, “o Ponto de Deus mostra que o cérebro evoluiu
para fazer perguntas existenciais, para buscar sentidos e valores mais
amplos”.
O livro da Dra. Zohar causou um grande impacto no mundo corporativo que,
segundo a própria Zohar, “passa por uma crise de sustentabilidade”.
O modelo adotado pelo mundo dos negócios, baseado no lucro imediato,
gerou uma cultura corporativa desconectada de valores mais profundos.
O impacto negativo desse modelo reflete-se tanto na devastação
ambiental, resultante de uma exploração predatória
dos recursos naturais do planeta, quanto em desequilíbrios físicos
e psicológicos nos indivíduos que trabalham ou que de alguma
maneira são afetados por este modelo. “Há
uma profunda relação entre a crise da sociedade moderna
e o baixo desenvolvimento da nossa inteligência espiritual”. Dra. Danah Zohar, em entrevista à jornalista Susana Naiditch, Revista
Exame, 2001
A crise à qual se refere Zohar é uma “crise de significados”.
Uma crise espiritual que tem origem na falta de um sentido de vida baseado
em valores e objetivos mais elevados. A Inteligência Espiritual
não tem a ver com religião. É a inteligência
que nos direciona em momentos de impasse, quando nos deparamos presos
nas armadilhas dos nossos velhos padrões comportamentais, quando
enfrentamos problemas com doenças físicas ou sofrimentos
emocionais. É o Quociente Espiritual que nos mostra que temos problemas
existenciais e nos fornece pistas de como solucioná-los. Desenvolver
as qualidades do Quociente Espiritual é mudar a nossa orientação
em termos de valores. Autoconsciência, aceitar a diversidade, crença
no que se faz, capacidade em lidar com as adversidades, espontaneidade,
capacidade de ir além dos interesses pessoais, procurando um sentido
maior para as suas atitudes, questionar-se, visão holística,
auto-controle e compartilhamento, são características de
pessoas emocionalmente inteligentes. Entretanto, não deixam de
ser competências necessárias no mundo empresarial. Da pequena
e média empresa às grandes corporações.
Quando as empresas investem em trabalhos que busquem elevar o Quociente
Espiritual dos seus funcionários, além de formar lideranças
espiritualmente inteligentes, contribuem para uma mudança de paradigma,
onde o conceito de lucro não se sustenta apenas em valores materiais,
mas também em valores sociais e espirituais.
Em termos individuais Inteligência Espiritual é ir além
dos questionamentos existenciais. É ir do aprender para o compreender,
transformando conhecimento em sabedoria. É desenvolver o “sentido
de pertencer”, ampliando a percepção de que toda a
vida no planeta existe dentro de um grande círculo de relações,
a grande teia da vida. Ter consciência disso é a forma mais
elevada de espiritualidade.

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Os
dicionários dão à palavra “terapia” uma conotação que corrobora a visão mecanicista da
medicina ocidental contemporânea, ou seja, ...
"Terapia
é o exercício da terapêutica" que segundo o dicionário
Aurélio significa “a parte da medicina que estuda e põe
em prática os meios adequados para aliviar ou curar os doentes”.
Ou ainda, segundo o dicionário Michaelis: “1. Parte da Medicina
que se ocupa da escolha e administração dos meios de curar
doenças e da natureza dos remédios. 2. Tratamento das doenças.”
No dicionário da Webster, em "therapeutic" lê-se
“that part of medical science which treats of the discovery and
application of remedies for diseases” (a parte da medicina que se
trata da descoberta e aplicação dos remédios para
doenças).”
Ou
seja, só pode atuar como terapeuta... quem é médico!
Sem querer entrar em uma polêmica vernacular, não posso deixar
de refletir que a origem da palavra “terapeuta” vem do grego “therapeutés” que significa servidor, curador. Já o termo "holismo" - originário do grego, holos - significa todo.
Eu “traduziria”, então, a expressão “terapeuta
holístico” como alguém a serviço da
cura do todo ou o que busca formas de cura visando não somente
as partes, mas a totalidade. Da mesma forma que o homem moderno define
a palavra ignorando a sua raiz (ou seja a sua origem), o modelo de cura
praticado atualmente pela medicina (principalmente a ocidental), trata
os efeitos sem preocupar-se com as causas que levam o ser humano a adoecer.
Vê o corpo humano apenas pela sua dimensão física,
ignorando toda uma estrutura de campos energéticos sutis que influenciam
diretamente o corpo físico.
A
visão holística encara o ser humano na sua totalidade. Um
organismo multidimensional, constituído não só de
sistemas físicos/celulares mas como uma dinâmica combinação
de campos energéticos interconectados, influenciando-se mutuamente.
O paradigma holístico de cura reconhece que campos energéticos
permeiam e afetam a matéria e as suas intervenções
terapêuticas objetivam atuar sobre esses sistemas energéticos
sutis, pois reequilibrando esses campos, regulam a fisiologia celular
a partir de um nível mais elevado do funcionamento humano. Reconhece
que um desequilíbrio nesses campos pode produzir sintomas patológicos
que se manifestarão nos planos físico, emocional, mental
e espiritual.
Longe
de ser um conceito esotérico (coisas de místicos, crendices,
etc.), o paradigma holístico de cura baseia-se em princípios
fundamentados pela física há mais de um século. Conceitos
que já eram amplamente discutidos pelas tradições
espiritualistas antigas.
O papel do terapeuta no paradigma holístico não é
o de “substituto do medico”. É o de colaborador no
processo de cura, um braço complementar, devendo este estar consciente
dos limites do seu campo de atuação. A sua função
não é substituir a medicina tradicional, desconsiderando
tudo o que a ciência comprova.
Tendo
consciência de que a eficácia das tecnologias médicas
atuais pode ser significativamente aumentada através de terapias
complementares, o terapeuta holístico coloca-se, então,
como um “braço complementar”, um facilitador do processo
(não importa se terapeuta floral, reikiano, curador prânico,
aromaterapeuta, cromoterapeuta, etc.).
O terapeuta consciente sabe que para exercer o seu “sacro-ofício”
deve obrigatoriamente estudar a anatomia sutil dos seres humanos, bem
como a relação dessa anatomia com a parte física.
Se espiritualista, o terapeuta consciente sabe que ao estudar, buscando
o conhecimento com sabedoria e discernimento, estará em melhores
condições de mediar o trabalho dos curadores extrafísicos
que se utilizam dele como “ponte” no auxílio que prestam
à humanidade encarnada
Mas,
acima de tudo, o terapeuta consciente sabe que ser “terapeuta
holístico”, longe de ser um modismo de “Nova
Era”, é um compromisso de amor. É ter, antes de tudo,
uma postura reverente e amorosa diante daqueles que o procuram em busca
de “ferramentas” para lidar com suas dores, seus conflitos
e angústias, ajudando-os através do “Conhece-te a
ti mesmo”, a fazerem o que os gregos chamavam de "metanoia",
ou seja, a transformação interna. Pois
como dizia Edward Bach: "Não existe cura autêntica,
a menos que exista uma mudança de perspectiva, uma serenidade mental
e uma felicidade interna."

AMOR
PAZ E LUZ nos caminhos de todos!
Irene
Carmo Pimenta

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A
rapidez com que a sociedade tem se desenvolvido desde o final do século
XX gerou mudanças nos hábitos de aprendizagem e na maneira
como o homem constrói o seu conhecimento.
A educação moderna não privilegia mais a busca pelo
conhecimento, a pesquisa e a elaboração do que se aprende.
A maioria das pessoas, hoje podem ser consideradas “analfabetos
funcionais”, pois embora decodifiquem os signos lingüísticos,
não conseguem perceber o que está “além”
das palavras escritas. Não estudam, decoram as palavras, sem extrair
o significado do que lêem.
A sociedade moderna e o sistema capitalista instauraram no homem a máxima
“tempo é dinheiro”. O efeito colateral dessa postura
é a necessidade (ou a ansiedade) de conhecer tudo rapidamente e
de modo superficial. Essa superficialidade acabou por contaminar também
o estudo das ciências ocultas no século XX.
O conhecimento “esotérico” (oculto), tornou-se “exotérico” (aberto) e é bom que assim
seja, pois é um movimento que faz parte do processo evolutivo da
humanidade terrena.
Contudo, o ritmo acelerado imposto pela modernidade gerou muitos “resumos”
– fazendo com que todo esse conhecimento simbólico se fragmentasse,
se diluísse, gerando interpretações “rasas”,
superficiais.
Essa maneira pouco profunda de lidar com esse conhecimento – serviu
e ainda serve, apenas como combustível para alimentar muitos grupos “esquisotéricos”, onde pseudos-mestres, de
posse de alguns preceitos – se arvoram como grandes detentores dos
“conhecimentos ocultos”, acreditando na premissa de que “Em
Terra de cego, quem tem olho é Rei”.
Mas o conhecimento não é algo para permanecer “oculto”,
privilégio de alguns poucos iluminados. O conhecimento é
como uma onda que permeia tudo. Ele está aí, posto na Natureza
(tanto material como espiritual), manifestando-se através de símbolos
– que é a verdadeira linguagem universal. E nós, seres
espirituais que somos, temos todas as condições para decodificarmos
estes símbolos.
A evolução é a Lei da Vida e a evolução
passa necessariamente pela busca desse conhecimento simbólico,
que nos leva ao que realmente interessa, que é o Autoconhecimento.
Conhece-te a ti mesmo. É esse o segredo
“oculto” por trás das antigas ciências como a
Astrologia, o Tarô, as Runas, a Numerologia, e tantas outras.
Infelizmente, grande parte do verdadeiro conhecimento contido nelas submergiu
diante da superficialidade e do imediatismo do homem moderno. Releituras
pouco profundas fizeram com que preciosas chaves contidas nas Antigas
Ciências Simbólicas se perdessem, fazendo com que muitas
delas sejam conhecidas hoje apenas como formas de predizer o futuro.
A Numerologia para mim é uma valiosa ferramenta a ser utilizada
no trabalho de autoconhecimento.
Quando ministro um curso de Numerologia, onde me proponho a partilhar
o que sei com outras pessoas, costumo ressaltar que o curso é apenas
uma “iniciação”. Ou seja, o inicio de um processo
de busca pelo conhecimento. E que o caminho é longo.
Há muito que se ler (usando sempre o bom senso e o discernimento
para separar o “joio” do trigo), há muito a ser pesquisado
e como o conhecimento também esta sujeito a leis da evolução,
há muito ainda a ser descoberto.
O homem é uma célula contida no Todo. Ao mesmo tempo em
que ele reflete o Todo é também refletido por ele. Quando
buscamos o conhecimento, movidos pelo amor e pela vontade de nos tornarmos
melhores, evoluímos. E a nossa evolução se reflete
no Todo.
Por que segundo os princípios herméticos contidos na Tabua
de Esmeraldas, atribuído a Hermes Trimegisto:
“O que está abaixo é como o que está
acima, e o que está acima é como o que está abaixo,
para operar o milagre de uma só coisa”.
AMOR
PAZ E LUZ nos caminhos de todos!
Irene
Carmo Pimenta

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Histórias
são bálsamos medicinais. Elas contêm em sua estrutura
a força da cura, pois estão permeadas de instruções
que nos orientam diante da complexidade da vida.
Sejam contos de fadas, mitos ou os contos que foram transmitidos oralmente
pelos nossos ancestrais – e que de uma forma ou de outra chegaram
até nós, tocando a realidade arquetípica de nossas
almas – as histórias ampliam a nossa compreensão sobre
os caminhos que iremos trilhar em nossa jornada evolutiva.
Funcionam como uma batida na porta – uma senha – que irá
abrir uma passagem para regiões não exploradas da nossa
psique.
Não importa em qual cultura a história foi gerada, as trilhas
tecidas por elas nos conduzirão longe, na direção
do nosso autoconhecimento.
Os contadores de histórias sabem que a história é
uma meditação, que muitas vezes leva o ouvinte a um universo
“entre universos” – permitindo que ele “ouça
além da história” , a voz “...que é mais
antiga que as pedras...” - a voz do nosso eu superior – que
nos transporta a regiões de amor e aprendizado.
Na Medicina tradicional Hindu, os contos eram oferecidos para meditação
a uma pessoa desorientada psiquicamente. Esperava-se que meditando sobre
a história a pessoa pudesse visualizar a natureza do impasse existencial
que sofria, bem como a possibilidade de solução.
Jesus, em sua passagem aqui pela Terra, também contou histórias
(parábolas) para que as pessoas expandissem sua consciência
espiritual.
Nas tradições nativas os contadores de histórias
são tão importantes quantos os curadores, porque as histórias
contadas fazem parte da jornada de cura.
"Cantando
celebrai, oh Anciãos, a história da nossa raça. Que
me seja dado ver em minha alma o amor em todos os rostos. E todos os espíritos
que vieram antes, o poder mágico que eles adquiriram, a Tradição
Sagrada que me transmitiram para que a memória não desapareça.
Oh Contador de Histórias, sede minha ponte para aqueles outros
tempos. Para que eu possa Caminhar em Beleza como o ritmo antigo e a antiga
rima". (Jamies Sams, em As Cartas do Caminho Sagrado)
É
o contador de histórias que mantém viva a memória
da tribo, preservando através dos seus relatos a herança
dos ancestrais. Enquanto histórias são contadas –
um ciclo, uma corrente de cura é instaurada. Abre-se o “caminho
da beleza” e o ritmo antigo e antiga rima – derramam-se em
bênçãos curativas paras as gerações
presentes.
As histórias trabalham com os arquétipos e com a cura, portanto
a hora de contar histórias deve ser bem avaliada, baseada na sensibilidade
interna do contador-curador e nas necessidades externas dos ouvintes.
Mas na maioria das vezes – é o remédio que convoca
o curador – ou seja, a história convoca o contador e não
o contrário.
Algumas tradições nativas determinam épocas especificas
para contar histórias. Entre os pueblos, histórias de coiotes
eram reservadas para serem contadas no inverno. Da mesma forma que na
Europa Oriental – as mesemondók – velhas húngaras
contadoras de histórias – afirmavam que determinada histórias
só deveriam ser contadas no outono, após a colheita.
De qualquer forma, ao nos debruçarmos sobre a “história
dos contadores de história” chegamos à conclusão
que embora as histórias possam ser contadas apenas como forma de
entretenimento, suas raízes antigas falam de uma arte medicinal
– um dos caminhos do curador.
Transcrevo abaixo um trecho de uma palestra proferida pela analista
junguiana Clarissa Estes – sobre a função terapêutica
das histórias:
“Sempre
que se conta um conto de fadas ou uma história, a noite vem. Não
importa o lugar, não importa a hora, não importa a estação
do ano, o fato da história estar sendo contada faz com que um céu
estrelado e uma lua branca entrem sorrateiramente pelo beiral e fiquem
pairando sobre a cabeça dos ouvintes. Ás vezes ao final
do conto o aposento enche-se de amanhecer; outras vezes um fragmento de
estrela fica para trás , ou ainda uma faixa de luz rasga o céu
tempestuoso. E não importa o que tenha ficado para trás,
é com essa dádiva que devemos trabalhar: é ela que
devemos usar para criar a alma (...) espero que vocês deixem as
histórias lhes aconteçam, que vocês as elaborem, que
reguem com seu sangue, com as suas lagrimas e seu riso, até que
elas floresçam, até que vocês mesmos floresçam.
Então vocês serão capazes de ver os bálsamos
que elas criam, bem como onde e quando aplicá-los. É essa
a missão”
E
eu ouso completar: É essa a missão dos contadores de histórias
Da'Naho!
(Assim seja)
Nota: Meu nome é Irene Carmo Pimenta – mulher, psicoterapeuta
e contadora de histórias. Para os Sioux – a Nação
da minha alma – onde fui iniciada no Caminho do Sagrado, meu verdadeiro
nome é “LIKOT NI Y ATÔ” – ou “aquela
que faz a história da vontade”. Ou – “Pequeno
Castor” – como me chamava aquele que me iniciou...
Desde muito pequena as histórias fazem parte da minha vida, e no
decorrer na minha caminhada – pude ver confirmada a certeza interna
de que as histórias contêm estruturas curativas profundas
– verdadeiros remédios para alma. Foi a partir daí
que eu criei o Projeto “Era uma vez...histórias
pra gente acordar”. São Oficinas de Consciência onde através das histórias podemos elaborar e fortalecer
as nossas estruturas internas de cura.
Dedico
estes escritos aos meus queridos amigos Vítor Hugo França
e Samuel Silva (www.ippb.org.br)
– guerreiros do coração e contadores de histórias.
Assim eu falei!
AHO!

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De alguma maneira todos nós temos a consciência de que a
vida acontece "AQUI" no presente.
No momento em que estamos vivendo. Mas porque é tão difícil
trazer o "Conceito" para o nosso viver "Prático"?
Na maioria das vezes vejo pessoas sofrendo e sabotando o novo em suas
vidas, simplesmente porque vivem o Culto ao Passado. Cultuam aquilo que
foi, e muitas vezes motivadas pelas frustrações, aquilo
que "poderia ter sido”.
Mágoas de infância, relacionamentos desfeitos, amores que
terminaram. Pessoas que morreram ou que simplesmente se foram das nossas
vidas, seja porque o tempo que tinham para viver conosco acabou ou porque
suas almas ansiavam por outras experiências.
Não importa se o que nos mantém presos ao passado são
coisas, pessoas ou experiências. O que não podemos permitir
é que se transformem em ancoras que nos impedem de zarpar em direção
a felicidade.
Por maior que seja a nossa dor (pela frustração ou pelas
perdas), enquanto ficarmos presos em um tempo "lá atrás",
o hoje, o AGORA não poderá ser desfrutado.
Sentir-se aprisionado por lembranças do passado, sejam elas boas
ou más, é um fator negativo que nos impede de avançar.
O ato de seguir olhando para trás nos petrifica.
Podemos usar como simbolismo a história bíblica da mulher
de Lot. Quando o Anjo do Senhor pediu que Lot e a família deixassem
a cidade de Sodoma, que seria destruída, pediu também que
ao sair não olhassem para trás. A mulher de Lot desobedeceu
e olhou, transformando-se imediatamente em uma estátua de sal.
Olhar para o passado sem transformar a vivência pelo
fogo da compreensão, integrando-a harmoniosamente ao presente,
torna-se uma atitude petrificante.
Precisamos queimar com o fogo da compreensão o sofrimento, o apego,
a dor, as emoções que amarram e todos os espinhos do passado.
E que as cinzas (a essência da sabedoria que o passado nos oferece)
sirvam para adubar o chão do nosso presente, para vivermos bem
no Aqui e Agora.

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Ele
que era AMOR e LUZ, entregou-se como pacífico cordeiro para ser
imolado no altar da incompreensão humana...! Pobres crianças
terrenas! Até quando?
Até quando teremos que caminhar pelas trevas do egoísmo
para despertarmos...? Um mestre de AMOR se preparou durante mil anos,
dolorosamente, para aportar neste pequeno planeta escola, cheio de almas
empedernidas e rebeldes simplesmente para ensiná-las a amar...
E o que fizemos? Transformamos suas mensagens em dogmas, religiões.
Desculpas para oprimir, desculpas para não crescermos! E quanto
desamor já foi e ainda é exercido em seu nome!
Ele veio em missão de AMOR. Ele não veio para ser
crucificado (o livre arbítrio do homem é que assim decidiu).
E sim para ensinar a humanidade terrena a RENASCER através da Lei
do Amor.
Ele suportou as humilhações, as dores e o suplício
para ensinar o ser humano terreno a ser pacífico! E renasceu para
ensinar que a morte é uma ilusão...! Que é impossível
matar o AMOR e crucificar a LUZ!
“Amai-vos
uns aos outros como eu vós amei”, disse o Mestre! Ou seja,
incondicionalmente!
E você meu amigo, como será a sua Páscoa? Apenas mais
um feriado festivo ou um momento (mesmo que seja só de alguns minutos)
de reflexão?
Não importa qual a sua seita, crença ou religião.
O que a mensagem do Cristo faz ressoar em você?
Como você tem exercido o amor em sua vida?
O amor para você é apenas um sentimento ou é uma atitude?
Como você tem amado e iluminado a si mesmo? Tem se cuidado, honrado,
respeitado? Ou tem crucificado o amor e a luz da sua essência no
altar do ego?
E como tem amado e iluminado os que estão próximos a você?
Você os tem honrado? Você os tem respeitado?
Como você cuida do amor que recebe? Com respeito ou displicência?
Lembre-se que da mesma forma que nenhuma planta sobrevive sem água,
ele não sobrevive sem nutrição sob pena de morrer
de inanição. A nutrição do AMOR é o
exercício da atitude amorosa (consigo e com a humanidade).
O Cristo não se fez homem em Jesus-Sananda para que tivéssemos
amor e luz em nossas vidas e sim para que nos descobríssemos que já somos AMOR E LUZ !
Que nessa Páscoa o Cristo que habita na Chama Trina do
seu coração possa renascer! ALELUIA!
“...Não
sou eu quem vive, mas é o Cristo que vive em mim...”.
EU SOU o AMOR e a LUZ do Cristo Cósmico em ação na
minha própria vida!
*Texto
escrito em Março de 2004

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Um
belo dia João ganha de presente uma linda plantinha...
Olha para ela com extrema felicidade e gratidão! Ele sempre quis
ter uma planta assim perto de si.
Colocou a plantinha em um lugar onde podia vê-la e todos os dias
amorosamente vertia água sobre o vaso onde ela estava plantada.
Sabia que se não fizesse isso ela morreria!
A plantinha crescia feliz! Tinha certeza que João continuaria cuidando
dela e que cresceria forte. E pensava vibrando amor do seu coração
vegetal:
“Crescerei forte e vou presenteá-lo com flores
e lindas folhagens ! Amorosa e silenciosa irei transformar o seu gás
carbônico em oxigênio. Serei para ele fonte de vida e de luz".
E a plantinha não pedia nada além de um pouco d´água
para continuar fazendo parte da vida de João.
É justo...O universo é baseado em trocas. Se não
o fluxo de energia fica estagnado, cessa a evolução e a
“morte” acontece.
Mas os dias passam tão rápidos e a vida nos cobra tanto
não é mesmo? João estava sempre tão ocupado,
tão agitado. Sempre tinha algo ou alguém mais importante
para ele cuidar...
Além disso, no seu dia a dia começaram a aparecer novas
plantas. Com cores diferentes, aromas exóticos. Sabia que duravam
poucos, que eram apenas “plantas artificiais”. Mas eram bonitas
e pareciam tão interessantes...E nem precisavam de água...
Aquela plantinha que o alegrou um dia já não parecia tão
importante...Ela simplesmente “estava” ali e João não
dava mais a ela a mínima atenção.
Água? Nem pensar, João não tinha tempo!
- É tudo tão corrido...( pensava ele, tão envolvido
na roda viva da vida).
Além disso, existiam novas plantas em volta dele...(afinal é
a novidade que movimenta a vida – pensava João).
Mesmo assim, a plantinha ainda tentava valentemente sobreviver. Tentava
extrair o alimento da umidade do ar. Oferecia a João algumas flores
– mostrando a ele a gratuidade do seu amor.
Mas João estava tão acostumado a receber os dons da plantinha
sem ter que “trocar” com ela, que esqueceu de oferecer a ela
a “água da vida”. E a plantinha acabou morrendo!
Um dia um daqueles “amigos legais” que costumam freqüentar
a casa de João (pra “filar” uma pizza ou pedir
algum emprestado) diz quase displicentemente;
- “João, e aquela plantinha que ficava ali?”
João então lembra da plantinha e vai olhar o vaso (provavelmente
jogado na área de serviço). Percebe então que ali
só existe um pouco de terra árida e sem vida. A plantinha
não existe mais.
E o seu amigo diz:
- Puxa que pena. Era um raro exemplar de amigussincerus –
uma espécie em extinção. Ela morreu por quê?
Uma profunda tristeza tocou a alma de João, e disfarçando
as lágrimas ele respondeu:
- “Porque eu esqueci de dar água”.
AFETOS SÃO COMO PLANTINHAS. SE VOCE
ESQUECER DE CUIDAR DELES ELES COM CERTEZA NÃO SOBREVIVERÃO!

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"Deus
escreve certo por linhas tortas!" Assim dizemos em
nossa caminhada. Mas a escrita de Deus é perfeita e corre por linhas
também perfeitas, pois são traçadas a partir de suas
leis cósmicas que são a própria manifestação
da Perfeição Divina.
Somos nós que enxergamos as linhas com o olhar torto pelas ilusões
do ego. Muitas das experiências pelas quais passamos poderiam ser
evitadas. São atalhos que nos tiram da estrada principal.
Contudo, a bondade do Pai é tanta que nos permite tomar os “atalhos”.
Temos o livre arbítrio. Deixamos a senda principal e vamos tomando
atalhos e mais atalhos. Mas por fim sempre chegaremos ao nosso destino
que é a evolução e o retorno à luz.
Quando retomamos a estrada (sim, pois de um jeito ou de outro sempre retomamos),
viajantes cansados e estropiados pelas pedras do caminho, acabamos por
nos perceber mais fortes e amadurecidos pelos percalços que enfrentamos.
E chegamos à conclusão que, apesar dos espinhos e das decepções,
no fim tudo está certo como está. E que as experiências
ruins pelas quais passamos são apenas “professores”
disfarçados em “promotores de sofrimento”, a serviço
da nossa evolução.
Podemos perder o amor do companheiro ou da companheira de viagem, mas
não perderemos jamais o amor maior que faz o nosso coração
pulsar no ritmo do Cosmos. Pessoas movidas por má fé, raiva,
ciúmes e tantos outros sentimentos menores podem nos caluniar,
falar mentiras a nosso respeito, nos roubar, nos humilhar, nos fazer chorar.
Mas não serão as lágrimas que nos impedirão
de ver a luz maior que em tudo penetra e que tudo ilumina.E são
justamente esses atalhos que fazem a gente descobrir a importância
do perdão. E retomamos a estrada quando aprendemos a perdoar e
a pedir perdão.
E percebemos, então, que os atalhos também são partes
da estrada. Da reta estrada. Partes das linhas perfeitas onde Deus, o
Grande Arquiteto do Universo vai nos ensinando, com infinito Amor e Paciência,
a escrever a nossa própria história.
AMOR
PAZ E LUZ nos caminhos de todos!
Irene Carmo Pimenta

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Nem sequer é Primavera.
Na rua vejo rostos tristes
Misérias...
A vida é dura (loucuras)
O dinheiro é pouco
O cansaço é tanto
Que a alma se encolhe
E o sorriso foge.
Então, uma criança sorri!
Uma pomba risca o céu ABSURDAMENTE AZUL!
Tão azul, que dá para fingir que não é inverno.
Na vitrine de uma floricultura as flores também sorriem!
Guardando em si verdades
Que os homens teimam em não ver
Pelo vidro eu as observo...
Lindas! Uma festa de cores...
Plenas na sua curta existência.
Sem posses, sem títulos,
Sem diplomas, sem teorias...
Só VIDA.
Sem passado, sem futuro.
Só VIDA.
Preciosa demais. Linda demais
(mesmo quando nos machuca e nos faz chorar)
Mesmo quando o desânimo nos assola
E o próximo parece ser o mais próximo inimigo.
Eu não vejo apenas flores em uma vitrine de floricultura!
VEJO A VIDA!
Talvez uma pegada, um rastro.
Que uma PRESENÇA MAIOR deixou aqui na terra
Para que possamos compreender
Que apesar da miséria humana, das decepções,
Dos nossos limites e da nossa dor
VIVER SEMPRE VALE A PENA*
(se a alma não é pequena)
Dedico
essas linhas ao querido poeta Fernando Pessoa*
(Texto
escrito em Junho de 1998)

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Às
vezes sou Primavera... Floresço!
Feito girassol... Sou Sol... Aqueço!
Sou flor, mas também sou abelha.
Laboriosa, trabalhadeira.
Transformo meu mel
Em provisões de ternura... Doçura
Às vezes eu sou Outono...
E os ventos da insegurança
Desfolham-me por inteira!
Sinto medo... Sinto frio!
O pranto corre em meus olhos...
E minha dor vira chuva...
Mas como também sou Verão...
Minha chuva é passageira.
E então, como o girassol
Abro-me em mil flores internas
Em direção ao Sol!
E sigo de novo...
Sorrindo de novo...
(eu jamais serei inverno!)
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GRANDE MÃE ME ACOLHE!
DESATA MEUS PULSOS...
MINHA ALMA QUER SE LIBERTAR
E BAILAR DESCALÇA JUNTO ÀS FOGUEIRAS.
PERMITA MÃE
QUE EU ENTOE NOVAMENTE
O SAGRADO CANTO DA VIDA!
E INVOQUE AS AGUAS...
E OS VENTOS....
E OS BICHOS...
QUE O SOM DA MINHA ALMA ECOE
E SE INCORPORE NOVAMENTE
A ALMA DO MUNDO!
MÃE! RECEBE-ME EM TEU VENTRE QUENTE E UMIDO
LAVA MINHAS VESTES EM TEUS RIOS
DISPERSA MINHA DOR EM TEUS VENTOS
TRANSFORMA NOVAMENTE EM RISO
OS MEUS LAMENTOS!
CUIDA DE MIM SENHORA!
EU QUE EM MIM SOU TANTAS
CIGANA, CORTESÃ
MÃE , PARIDEIRA
GUERREIRA EXAUSTA
CURANDEIRA
AMIGA-AMANTE-NAMORADA
POETA (TANTAS VEZES RENEGADA)
SOU TANTAS...
OU APENAS A SUA CRIANÇA
QUERENDO VOLTAR PARA CASA!
ANTES DO CREPUSCULO... ANTES QUE ANOITEÇA!
Segue na sequencia um texto escrito na mesma época:

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Um
dia alguém me olhou nos olhos e me falou da morte... A morte com
prazo. Com data de chegada! O mundo silenciou de repente. Como se eu estivesse
sozinha no alto do Himalaia, ouvindo apenas o silencio. Senti o toque
sutil de uma presença invisível que me soprou no ouvido:
“Confia! A morte não existe!”. E a dor e o medo cederam
lugar à Paz.
Vi lágrimas nos olhos do meu amado: “Eu não quero
te perder!”
Como dizer a ele que perdemos coisas e não pessoas? Como dizer
para quem é cético que a morte não é o fim?
Que as almas companheiras têm a eternidade para estarem juntas,
desde que comunguem da mesma vontade de amar incondicionalmente e de evoluir.
Dei a ele o livro do Pequeno Príncipe: “Tu te tornas eternamente
responsável por aquilo que cativa” dizia a angustiada raposinha
para o príncipe. E eu exilada na Terra como o principezinho da
história, sabia que o meu corpo era pesado demais pra eu voar com
ele de volta para casa.
Mas meu amado não sabia! Ele sabia apenas do amor apego. Do amor
coisificado. Pena!
Um dia alguém me falou de um homem que fazia viagens incríveis.
Eu fui até ele e o reconheci. De outros tempos, de outras experiências.
Ele falava de espiritualidade e de viagens astrais. Fiquei ouvindo o homem
falar. Ele falava e meu coração respondia: SIM! Eu sempre
soube que era assim... Não sei como, mas eu sempre soube.
O meu amado se foi. Foi viver outros amores, outras experiências.
Eu? De uma forma inexplicável para alguns médicos materialistas
não fui ainda. Mas ganhei minhas asas de volta! Descobri-me “mulher-pássaro”,
com toda a imensidão para voar.

“O
que a lagarta chama de fim do mundo, o sábio chama de Borboleta”.
Richard Bach
(Dedico
este texto ao meu querido amigo e grande professor Wagner Borges que com
seus escritos me ensina a ser melhor a cada dia.)
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Copyright
2010 - Irene Carmo Pimenta |