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A
paulistana Maisa Intelisano é instrutora, pesquisadora e palestrante
na área de mediunidade e espiritualidade, terapeuta transpessoal
e de vidas passadas. É colaboradora do IPPB,
além de escrever para as Revistas Espiritismo & Ciência
e Revista Cristã de
Espiritismo. Mantém o Fórum Virtual Mediunidade &
Espiritualidade e é colunista do Portal
Somos Todos Um.
MAISA
INTELISANO (por ela mesma)
"Vivo
e respiro espiritualidade, sem o que a vida não faz sentido para
mim, e me sinto muito feliz por poder colaborar com o universo de esclarecimento
espiritual".
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SINTONIA
ESPIRITUAL NO DIA A DIA
MEDIUNIDADE
& AUTOCONHECIMENTO
E
POR FALAR EM FLORES...
EMANCIPAÇÃO
DA ALMA: Sono, sonhos, viagem astral e sonambulismo I
EMANCIPAÇÃO
DA ALMA: Sono, sonhos, viagem astral e sonambulismo II
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Sintonia
é lei universal, é algo a que estamos
sujeitos o tempo todo, dormindo ou acordados, trabalhando ou descansando,
dentro ou fora do grupo mediúnico. É algo que, naturalmente,
buscamos, o tempo todo, é atração entre os semelhantes,
e no universo tudo é regido por ela.
Na natureza, a sintonia se dá por instinto, é automática,
e não tem qualquer interferência de emoções,
sentimentos ou pensamentos. No ser humano, no entanto, ela é
diferenciada, por ser determinada pelas vibrações que
ele próprio imprime ao seu redor, por meio dos seus próprios
pensamentos e sentimentos.
Sempre que age, fala, pensa, deseja, tem idéias, toma decisões,
tem impulsos, etc., o ser humano está, automaticamente, estabelecendo
a sua própria freqüência vibratória e, ao
mesmo tempo, emitindo suas energias nessa freqüência, para
fora de si. E, depois de exteriorizada, a vibração já
não é só sua, mas de todo o universo, para que
encontre eco em vibrações semelhantes, pela lei da sintonia.
O ser humano pode, portanto, escolher o que pensar, sentir, dizer
e desejar, mas, uma vez escolhido, já não poderá
escolher como vibrar ou as energias que irá emanar, pois isso
já terá sido determinado pelos seus próprios
pensamentos e sentimentos, e estará totalmente fora do seu
controle.
O segredo está, então, em saber pensar e sentir, em
ter o controle sobre os próprios pensamentos e sentimentos,
produzindo, assim, a vibração que se quer externar e,
conseqüentemente, aquela com que se quer sintonizar.
É por esta razão que mudança de sintonia não
se faz de fora para dentro, pois é impossível mudar
externamente um padrão vibratório, uma vez que a origem
da vibração é interna. A mudança tem que
ser íntima, dentro de nós, na origem dos nossos pensamentos
e sentimentos. E isso não pode ser feito por terceiros, não
importa quem sejam, pois pensamentos e sentimentos somos nós
mesmos que escolhemos.
Se plantamos sementes de limoeiro, não podemos colher tomates.
Se escolhemos pensamentos e sentimentos ruins, não podemos
esperar ter uma vibração boa. E se não temos
vibração boa, pela lei da sintonia, não podemos
esperar sintonia com outras vibrações boas.
Se a nossa sintonia não anda boa, se estamos nos sentindo cercados
de energias densas, se o ambiente à nossa volta anda carregado,
em vez de procurar, fora de nós, o que está causando
todo esse desconforto, devemos buscar no próprio íntimo,
bem lá no fundo, o que, em nós, está atraindo
essas coisas, o que, dentro de nós, está vibrando na
mesma freqüência dessas energias que insistem em nos perseguir.
Passes e práticas energéticas são muito bons,
mas mudam apenas e temporariamente o nosso exterior, de modo que possamos
ter uma trégua até podermos fazer mudança necessária.
Mas, se o que vem de dentro de nós não for mudado, não
haverá prática energética suficientemente boa
que consiga nos ajudar e manter o nosso padrão vibratório
elevado.
E se sintonia é algo a que estamos sujeitos o tempo todo, é
importante que aprendamos a buscar melhores pensamentos e sentimentos
continuamente, evitando julgar, criticar, condenar, reclamar, agredir,
ofender e ofender-se, em qualquer situação, para evitarmos
a sintonia com energias mais densas, geradas por pensamentos e sentimentos
desequilibrados que estão por aí, em todos os lugares.
Se estamos harmonizados e serenos por dentro, isso se reflete, automaticamente,
por fora, e cria, ao nosso redor, um campo energético que nos
isola das energias mais densas, mesmo quando estamos completamente
cercados por elas.
A energia não é boa, nem ruim. Como tudo o que Deus
criou, é neutra e só se polariza pela ação
dos nossos pensamentos e sentimentos, refletindo apenas aquilo que
somos por dentro.
Por
Maisa Intelisano
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Mediunidade
é a capacidade de entrar em contato com outras consciências
ou espíritos, encarnados e desencarnados, e transmitir-lhes o pensamento,
os sentimentos, as idéias e as sensações, sob as
mais variadas formas. E médium é todo aquele que tem esta
capacidade, em maior ou menor grau. Embora haja outras variações
para estas definições, muitas válidas, estas são
as mais conhecidas e as mais relevantes para o assunto que pretendo tratar.
Captando e transmitindo pensamentos e sentimentos que vêm de fora
de si mesmo, o médium trabalha, o tempo todo, com o que não
é seu, com o que não lhe pertence e nem nasce dentro dele.
Ele trabalha, principalmente, com os conteúdos de outras mentes
que, aproveitando-se de sua capacidade, tentam se comunicar.
Uma das questões mais presentes nas pessoas que me procuram para
o curso de mediunidade é como distinguir o que é seu do
que é dos espíritos que se comunicam, como saber se o que
está sendo transmitido não é conteúdo do próprio
médium, e não das consciências ou entidades que se
comunicam por intermédio dele, especialmente porque se sabe que
mais de 70% dos médiuns hoje permanecem totalmente conscientes
durante o fenômeno.
As entidades que se comunicam por um médium podem mudar e variar
muito de um trabalho para o outro, sendo quase impossível prever
com exatidão quem irá se comunicar a cada oportunidade ou
que tipo de conteúdos surgirão a cada trabalho. E esta questão
se complica ainda mais quando pensamos na sintonia, pois nenhum fenômeno
mediúnico ocorre sem que haja uma boa dose de similaridade, de
afinidade entre os conteúdos do médium e da entidade comunicante,
para que as idéias transmitidas sejam melhor compreendidas e repassadas
pelo médium.
Como saber, então, com segurança, o que é
do próprio médium e o que vem da entidade? Como distinguir
entre coisas, às vezes, muito parecidas, passando pelo mesmo canal?
Além disso, como manter-se isento e imparcial nas comunicações,
quando, muitas vezes, o que chega mobiliza o médium profundamente,
tocando seus sentimentos e emoções de maneira mais intensa?
Só podemos distinguir coisas quando as conhecemos bem, quando as
reconhecemos, quando as identificamos com certa facilidade. Não
é possível, portanto, ao médium, distinguir os seus
conteúdos dos conteúdos das entidades comunicantes se ele
não conhecer algo desses conteúdos, para poder identificá-los,
compará-los e separá-los adequadamente.
Não podendo controlar os conteúdos que lhe chegam, ao médium
não resta outra opção a não ser trabalhar
naquilo que está mais próximo dele, sobre o que ele tem
muito mais controle e com o que está em contato 24 horas por dias,
7 dias por semana: ele mesmo, seus conteúdos, suas questões,
seus padrões, sua luz e sua sombra.
Um bom médium, portanto, além de dominar o fenômeno
e as técnicas, precisa conhecer a si mesmo em profundidade, precisa
trabalhar constante e cuidadosamente o autoconhecimento. Um bom
médium, antes de se entregar aos fenômenos, precisa saber
quais são as suas próprias dúvidas e questões,
as suas dificuldades e limitações, as suas
qualidades e necessidades, para, só então, poder
transmitir, com segurança, aquilo que lhe chega de outras mentes,
por intermédio de sua própria capacidade de comunicação
psíquica, sem o receio de estar misturando o que é seu com
o que é de quem se comunica ou de estar interferindo na comunicação.
Por isso, sempre friso muito nos meus cursos que estudar e praticar
mediunidade é, antes de tudo, um trabalho de autoconhecimento,
um estudo interno profundo, que deve nos colocar cara a cara
com tudo o que somos, com tudo o que sabemos e, principalmente, ainda
não sabemos de nós mesmos.
Não entendo que seja possível ser um médium consciente,
responsável e equilibrado se não houver autocontrole sadio
das próprias emoções, se o médium não
for capaz de olhar para si mesmo com autocrítica saudável,
se não houver disposição sincera para reconhecer
as próprias características, trabalhando aquelas em que
se percebe desequilibrado ou confuso, limitado ou incômodo.
Num transe mediúnico, o médium entra em contato profundo
com muito do que as entidades sentem e pensam, e precisa estar seguro
do que ele próprio pensa e sente, para não se deixar confundir
ou mesmo enganar nos trabalhos que irá fazer.
Não se trata apenas de vigilância, ou de apenas observar,
mas de reconhecer o que se pensa e sente, porque isso acontece, o que
isso nos causa, em que circunstâncias acontece, etc.
Também não se trata de moralismo, de acomodar atitudes ao
que outros determinaram ser a melhor conduta, de seguir preceitos morais
religiosos, mas de consultar a própria consciência em busca
da verdade sobre si mesmo, em busca da essência do ser, em busca
daquilo que realmente identifica cada um de nós, independentemente
de rótulos, crenças, conceitos filosóficos, etc.
Quando um médium se conhece, ele não teme o contato com
outras mentes, pois está seguro do que está dentro dele
e não será facilmente desviado, desequilibrado ou enganado.
Quando ele não se conhece, no entanto, fica perdido em meio ao
fluxo de sentimentos, emoções e pensamentos que lhe chegam
e pode ver-se perturbado tentando separar o que percebe, ou questionando-se
sobre o que está acontecendo com ele.
O estudo e o exercício da mediunidade, portanto, exigem
autoconsciência, auto-análise, autocrítica, observação
constante de si mesmo, não como juiz ou carrasco, mas
como testemunha lúcida e fiel do que se passa interiormente, pronta
para atuar naquilo que for necessário para melhorar-se, quando
solicitada.
Mediunidade é meio de comunicação.
E toda comunicação fica muito prejudicada quando há
ruído, quando o sinal não é forte, quando o meio
que a transmite não consegue ser fiel, imparcial e ético
na sua função. O médium que cuida de manter isolados,
embora não escondidos ou anulados, seus conteúdos, mantém
limpos e calibrados os seus canais de comunicação, garantindo
recepções e transmissões de qualidade, tanto para
ele quanto para quem se comunica através dele.
Mediunidade é intercâmbio de idéias, sentimentos,
pensamentos, emoções e sensações e,
quando está ciente disso e de seus próprios conteúdos,
o médium consegue não só receber informações
e orientações importantes para si mesmo e os que o acompanham,
como também pode colaborar com os seus próprios conteúdos,
conhecimentos e experiências, ajudando àqueles que o buscam
para a comunicação, fazendo da mediunidade uma troca rica
e construtiva.
Mediunidade é serviço de integração
de dois mundos - ou, quem sabe, mais até - que funcionam de forma
diferenciada, em diferentes freqüências, com diferentes características
e peculiariedades. E o médium que sabe disso e procura
conhecer bem essas diferenças, bem como as semelhanças que
existem, consegue acompanhar todo fenômeno de forma lúcida
e com grande discernimento, sem se deixar afetar negativamente por aquilo
que lhe chega.
Mediunidade é oportunidade de trabalhar pelos outros,
mas, antes de tudo, por si mesmo, estudando-se e aplicando aquilo que
aprende nas comunicações em sua própria vida.
Por
Maisa Intelisano
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Uma
flor, quando desabrocha, jogando suas pétalas para além
de si mesma, emana luz e perfume em todas as direções.
Neste exercício de expansão, ela cumpre sua tarefa, levando
cor e alegria a muitas criaturas, enfeitando o mundo e convidando todos
ao agradecimento a Deus, o criador de toda essa beleza. Porém,
em toda sua pureza, ela também se expõe, com toda sua
fragilidade, a toda as intempéries do universo, a todas as agressões
da própria natureza, seu berço e sua morada, sua origem
e seu destino.
Ainda
assim, sem medo, ela se ergue em busca de luz e calor, e se deixa sacudir
pelo ar que se move à sua volta, ou queimar pelo sol que arde
no topo do céu, ou surrar pela chuva que despenca pesada das
nuvens.
Sem
hesitar, ela se doa, completa e irrestritamente, ao mundo e aos seres,
cumprindo a missão para a qual foi criada. E, nessa jornada,
ela acaba também por murchar, secar e morrer, apagando seu brilho
no mundo das formas, para espalhar sua essência no mundo mais
sutil, consciente de que, cumprida a missão, ela mais nada tem
a fazer aqui.
Sua
existência, neste plano, é efêmera e transitória,
mas ela não se importa e se entrega, de corpo e alma, ao seu
destino, na certeza instintiva de que continuará vivendo e existindo
em outras instâncias, mais puras, mais sutis.
Ela
sabe que sua presença nesse plano não é eterna
e, talvez, por isso mesmo, ela aproveita ao máximo este momento,
explodindo em vitalidade, consumindo-se em sua própria alegria
de viver e existir no universo de Deus, entregando-se completamente
àquilo que justifica sua existência e que, ao mesmo tempo,
a destruirá, mas a fará eternamente feliz.
Todo
serviço que se presta ao outro é como uma flor de luz
no jardim espiritual da humanidade. E exatamente como uma flor, cresce,
abre-se, expande-se e projeta-se para além de si mesmo, levando
luz e perfume espiritual, como consolo, esclarecimento, esperança
e amor a muitas consciências que gravitam inconscientes em torno
do ilusório mundo das formas, sem se dar conta da real finalidade
de sua própria existência.
Mas,
também como uma flor, ao cumprir seu objetivo, ele também
se expõe às agressões do meio em que está
plantado, às intempéries emocionais e energéticas
geradas pelas mentes desequilibradas que se sentem atraídas por
sua luz ou por aquelas que se julgam lesadas por ela, sofrendo com esta
ação.
Como
a flor, ele também se desgasta, murcha e morre para o meio em
que nasceu. Sua existência também é efêmera
e transitória. Ele também não é eterno.
Nada é para sempre.
Por
isso, é importante que, como a flor bela e delicada, todo aquele
que presta um serviço de ajuda ao próximo tenha consciência
da transitoriedade de seu trabalho, de sua fragilidade, de sua sensibilidade
ao meio em que existe e no qual atua.
É
preciso que saiba que, por mais tempo que resista, sua existência
é limitada e representa apenas uma faísca em todo o contexto
da criação. Uma faísca importante naquele momento,
mas apenas uma faísca.
É
preciso que esteja consciente dessa transitoriedade e não se
prenda ao seu funcionamento ou à sua existência, pois ele
existe para mudar as pessoas e, quando as pessoas mudarem, ele não
mais será necessário e deixará de existir para
dar lugar a outras formas de serviço, a outros tipo de trabalho.
É
necessário que esteja alerta para o momento que, mesmo fugaz,
tem sua beleza e seu valor para o universo, e ficará registrado
indelevelmente na mente do universo, mas não no coração
dos seres humanos.
A
humanidade precisa e vai mudar. Este é o seu destino. E com ela,
mudarão os serviços que se devem prestar a ela. Que aqueles
que prestam estes serviços não se entristeçam quando
seu trabalho não for mais necessário, pois este será
um motivo de alegria, não de tristeza.
A
cada degrau galgado, novas necessidades surgirão e novas fronteiras
deverão ser traçadas, novos limites deverão ser
ultrapassados, novas propostas deverão ser feitas, para que outros
degraus sejam galgados e todos possamos continuar a caminhar.
A
cada flor que morre, um fruto nasce e, dentro dele, novas sementes,
promessas de vida, surgem, trazendo a renovação, justamente
o cumprimento da promessa de que a flor continuará existindo,
ainda que não em sua forma original.
A
flor se desintegra, as energias que dão forma à sua estrutura
física se desagregam para se reorganizar em outras formas de
vida, para que a sua própria espécie continue. E nesse
processo, ela não hesita um segundo, ela não vacila, ela
não pensa, ela não deixa de se entregar em um átomo
sequer, instintivamente.
A
cada serviço ao próximo que se deixa para trás,
outro surge mais adiante, mostrando que a renovação continua,
que estamos todos caminhando, que não estamos parados e que continuamos
todos precisando uns dos outros, uns dos serviços dos outros,
uns das mãos dos outros.
Um
desaparecimento nunca é o fim de algo que existe, mas o começo
de algo que deve existir logo a seguir. É só uma questão
de deixar de olhar para trás e passar a olhar para frente, fixando
o caminho a ser percorrido.
Nada,
na verdade, desaparece ou se desfaz, apenas se desintegra, reorganiza
e recicla para ressurgir, mais adiante, em algo novo, a serviço
das necessidades do momento que se vive.
Por
Maísa Intelisano
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"Não
somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres
espirituais tendo uma experiência humana."
Pierre Teilhard de Chardin
Com
esse conceito em mente torna-se mais fácil compreender tudo o que
a maioria das tradições espiritualistas explica a respeito
do sono e dos sonhos.
Mesmo
estando ligado a um corpo físico denso e pesado, o espírito
jamais perde sua característica principal: é sempre um espírito.
A condição de encarnado é apenas passageira e muda
várias vezes durante a sua evolução espiritual. A
condição verdadeira, definitiva e permanente é só
a espiritual. A física ou humana é apenas temporária
e circunstancial. Assim, mesmo quando encarnado, o espírito mantém
suas capacidades espirituais, ainda que limitadas e parcialmente adormecidas
em função da ligação com um corpo físico.
O
sono nada mais é do que um retorno temporário e parcial
ao mundo espiritual. Quando o corpo físico adormece e a sua atividade
metabólica diminui bastante por causa do sono, o espírito
é quase que automaticamente jogado para fora do corpo físico,
podendo se movimentar livremente sem o peso desse corpo. Como se trata
de um espírito encarnado, há um elo que o mantém
ligado ao seu corpo, elo esse conhecido como cordão de prata pelas
tradições espiritualistas orientais.
Durante
o sono, a atividade cerebral diminui bastante, fazendo com o que o indivíduo
entre em estados alterados de consciência, os quais propiciam a
soltura do espírito do corpo físico. Durante esse desligamento
temporário do espírito, também conhecido como projeção
da consciência ou viagem astral, ele pode se movimentar com relativa
facilidade no mundo astral recuperando, inclusive, grande parte de suas
capacidades psíquicas como a clarividência, a clariaudiência,
a precognição, etc.
Como
o espírito não se encontra limitado pelo peso e densidade
do corpo físico, ele amplia seus sentidos, podendo entender e perceber
melhor tudo o que se passa à sua volta. Desse modo, não
só as coisas materiais ganham nova perspectiva para ele, como também
as próprias dimensões espaço-tempo deixam de existir,
permitindo-lhe ver cenas do passado e/ou outros lugares do mundo ou do
univeso, como também pressentir, com alguma exatidão, acontecimentos
futuros.
Durante
esses passeios espirituais, o espírito pode desenvolver várias
atividades que refletem em gênero e qualidade as características
morais, intelectuais e espirituais do indivíduo.
Assim,
durante o sono do corpo físico um espírito pode encontrar
outros espíritos, desencarnados ou encarnados, também em
horário de sono e desprendidos de seu corpo físico; pode
participar de cursos, palestras, trabalhos e eventos no plano astral;
pode atuar em assistências, socorros e orientações
de todos os tipos, etc. Mas ele pode, também, de acordo com suas
próprias preferências, ser vítima de orgias, sessões
de consumo de drogas, assaltos energéticos, brigas, discussões,
ataques, etc. Tudo dependerá apenas da lei das afinidades que garante
que atraímos situações, pessoas e fatos que têm
afinidade com as nossas próprias criações interiores.
Vemos,
assim, que muitos dos nossos sonhos e pesadelos são, na verdade,
uma lembrança fragmentada e distorcida de eventos vividos no mundo
espiritual durante o desprendimento natural do sono comum de todos os
dias. Muito embora essas lembranças pareçam desconexas e
absurdas, muitas delas são bastante verdadeiras e, se não
entendidas conscientemente, podem ser compreendidas inconscientemente,
vindo a trazer benefícios ou malefícios para o espírito
em sua vida material, dependendo de seu conteúdo e da carga emocional
e energética que proporcionaram.
No
entanto, nem todas as lembranças que trazemos do nosso sono estão
relacionadas às nossas experiências de emancipação
espiritual. Há também o que se chama de sonho fisiológico,
que se caracteriza pela criação mental de situações
e imagens relacionadas a preocupações ou assuntos cotidianos,
profundamente enraizados na mente do encarnado durante o seu estado de
vigília. Nesses casos o cérebro encontra-se tão sobrecarregado
com os próprios pensamentos e preocupações que cria
todo um contexto onde esses mesmos assuntos possam continuar a ser vividos.
Esse
tipo de sonho nada tem a ver com os passeios espirituais. Na verdade,
nesses casos, o espírito, na maioria das vezes, nem sai nem de
perto de seu corpo. Ele adormece também e flutua ligeiramente acima
de onde o corpo físico está descansando, permanecendo assim
durante longo tempo. Continua...Parte 2
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O
espírito, em verdade, não precisa do descanso do sono. Quem
precisa se revigorar e recuperar as energias é o corpo físico,
por isso sentimos sono e necessidade de dormir em períodos regulares.
No entanto, o sono físico é aproveitado pelo espírito
para dar uma pausa à mente, relaxando ao mesmo tempo das tensões
que a vida material lhe impõe. Assim, como a própria psicologia
já conseguiu determinar, o sono seria uma válvula de escape
emocional para que a nossa mente tenha condição de se reorganizar
para enfrentar os problemas do dia-a-dia.
O que a psicologia ainda não percebeu, ou admitiu, é que
a mente descansa porque o espírito retorna temporariamente ao seu
mundo de origem, revendo amigos, recebendo orientação de
consciências de luz, sendo tratado de problemas energéticos
que podem ou não já ter se manifestado no físico,
recebendo esclarecimentos para suas dúvidas e problemas, recebendo
conforto nos momentos difíceis de sua vida, acessando conteúdos
espirituais inconscientes, fazendo trocas energéticas mais sutis,
alcançando maior clareza mental, etc.
Daí a importância de mantermos pensamentos saudáveis
e elevados no momento de adormecer, de modo que nosso espírito
possa ser conduzido por esses pensamentos a lugares, pessoas e situações
que possam nos trazer experiências boas e positivas.
Nessas viagens muitas coisas acontecem, mas só uma parte delas
pode ser registrada e arquivada pelo cérebro. É por essa
razão que as imagens dos nossos sonhos são freqüentemente
confusas e desconexas.
Como tudo o que acontece no mundo astral é bastante incoerente
do ponto de vista material, o cérebro se recusa a aceitar a informação
recebida e tenta conformá-la ao que já está condicionado
a aceitar como real e verdadeiro. Com essa mistura de imagens e sons,
o próprio cérebro boicota nossas lembranças e dificulta
o resgate delas para uso quando em vigília.
Além disso, muito do que acontece no plano espiritual durante o
sono diz respeito somente à nossa vida como espíritos, não
sendo necessária a lembrança no mundo físico. Eis
porque até mesmo nossos amigos espirituais acabam patrocinando
o esquecimento de grande parte do que é visto, falado, ouvido e
sentido durante o sono.
No caso do sonambulismo, temos o corpo reagindo ao que o espírito
está vivendo no mundo espiritual. Por isso, em geral, o que um
sonâmbulo diz ou faz nada tem a ver com sua realidade física
atual. Como o que ele está fazendo no mundo astral exigiria a participação
mais direta do corpo físico, ele tenta usá-lo à distância,
provocando os movimentos reflexos e a fala relativa ao que está
fazendo. No entanto, não é o seu cérebro físico
que está comandando os movimentos, mas a sua mente, cuja sede está
no espírito que está à distância, em situação
completamente diversa da que seu corpo físico vivencia no mesmo
momento. Em geral, pessoas que apresentam sonambulismo muito acentuado
acabam manifestando mediunidade ostensiva em algum ponto de sua vida,
justamente pela facilidade que têm de permitir que seu corpo seja
comandado à distância.
Importante observar que não só o sono como todas as condições
físicas que impliquem em diminuição da atividade
metabólica como um todo ou do sistema nervoso central podem propiciar
o desprendimento do espírito de seu corpo físico. Assim,
doenças graves de longa duração, abatimento físico
ou emocional muito profundo, uso de drogas, álcool, anestesias,
hipnose, magnetização, choques ou traumas emocionais violentos,
coma, etc. Em todos esses casos é possível uma diminuição
acentuada do metabolismo físico e cerebral, o que pode provocar
a liberação momentânea do espírito. O que varia,
no entanto, é a qualidade da experiência, já que alguns
desses fatores não podem ser considerados naturais e outros provocam
condições não tão saudáveis.
Em alguns casos podemos ter também estados de letargia ou catalepsia,
que se caracterizam pela interrupção parcial ou total da
sensibilidade e capacidade motora do corpo. Nesses casos o espírito
permanece consciente, mas impossibilitado de se comunicar, já que
o corpo encontra-se travado por não estar ainda totalmente religado
ao espírito. No entanto, como está consciente, o espírito
percebe tudo o que ocorre ao seu redor e pode, ao retornar, relatar tudo
o que viu, ouviu e sentiu.
Seja como for, a emancipação espiritual é uma capacidade
natural de todo ser humano encarnado e deve ser encarada de forma tranqüila,
sem misticismo, medo ou superstição.
FIM
***Para
saber mais sobre o assunto
Instituto de Pesquisas Projeciologicas
e Bioenergeticas

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